Famílias Conectadas, Mas Distantes



Por esses dias, estava sentado no sofá de casa e notei que ninguém conversava. Continuei observando o comportamento da minha família por alguns minutos e cheguei à conclusão de que as famílias de hoje não são iguais às famílias de antigamente.

No passado, as famílias aproveitavam mais o tempo juntas. Assistiam televisão no quarto ou na sala de casa e também se reuniam no quintal, acendiam uma fogueira e jogavam conversa fora. Contar histórias era algo tradicional entre as famílias dos anos 80 e 90. Ler livros e gibis para os filhos dormirem também era um hábito saudável, que unia pais e filhos, criando laços e conexões mais fortes.

Hoje, as famílias passam mais tempo conectadas aos celulares, computadores e televisores. O hábito de conversar diminuiu muito, e esse comportamento, que isola todos dentro do mesmo ambiente, é um dos grandes causadores de problemas que vemos atualmente, como ansiedade, depressão e insegurança.

Estamos vivendo em um mundo conectado, criando paredes invisíveis que nos afastam uns dos outros. São tempos modernos. Hoje, não temos mais o trabalho de sair de casa para ir ao mercado comprar comida ou visitar uma loja para adquirir móveis, roupas e calçados. Tudo está ao alcance de um clique.


A tecnologia, os celulares, as TVs, os computadores e os diversos aplicativos criados nos dias de hoje facilitaram muito a nossa vida. Porém, também tiraram de nós algo muito importante: a mobilidade, o contato humano e a busca pelas coisas fora de casa.

As relações humanas, as conversas com os vizinhos ou nas filas de bancos, mercados e hospitais diminuíram de forma drástica. É perceptível nos pontos de ônibus e nas filas de espera, seja para qualquer serviço essencial: as pessoas passam mais tempo olhando para a tela do celular do que umas para as outras. Esse é o resultado de todas as facilidades trazidas pela tecnologia.

É preciso resgatar algumas boas práticas. Um exemplo saudável é deixar um pouco de lado as obrigações da casa, como lavar, passar e cozinhar, para brincar com os filhos e passar mais tempo de qualidade em família. Conversar sobre coisas simples do dia a dia também é fundamental.

Precisamos ensinar as coisas boas que aprendemos com nossos pais e avós, mostrar valores que estão fora das telas e da conexão com a internet. É preciso retornar a um tempo em que a tecnologia ainda não ocupava tanto espaço em nossas vidas.

Artigo escrito por: Roberto Santos, jornalista da Sintonia Player. 

Postagem Anterior Próxima Postagem
Rádios Online